domingo, julho 25, 2004

Amor e dependência

Ai se eu soubesse o que era o amor… não sei se alguma vez amei, se amei foi decerto há tanto tempo que não me lembro. Mas devo ter amado… porque com a mania que tenho de escrever o que me vai na alma, tenho por aí alguns poemas de amor.
Agora, imagino-o.

Quando penso em Amor a primeira coisa que me surge é – saber perdoar. Sim porque não existe a perfeição, nem o homem ou a mulher ideal ou perfeita/o. Perdoar o que nos desagrada, é um acto de amor.

Depois vêm tantas coisas… companheirismo, amizade, planear o hoje sem esquecer o amanhã.

Sentir-se completo quando se está com esse alguém. Sentir a sua falta quando não está, mesmo que o lugar deixado ainda esteja quente. Sentir aquela vontade de respirar o mesmo ar, ou o seu perfume.

Ouvir a sua voz e considera-la a mais bela melodia.

Estar junto na alegria, e também ao lado quando está triste porque o clube preferido perdeu, ou se partiu o objecto mais valioso dela. Mas sobretudo sabermos que o outro estará sempre ali, naquele lugar, quando dele temos necessidade.

Ter vontade de dar a volta ao mundo, e em conjunto planear uma volta ao bairro, nesse dia. Mas não esquecer, que o mundo nos espera num futuro próximo.

Se assim for parece haver uma dependência crónica, mútua e saudável.

No entanto, amar é também respeitar o espaço do outro. Não ficar triste porque ele hoje esteve com os amigos depois do trabalho, ou que ela resolveu sair com as antigas amigas.

A dependia total um do outro pode originar ruptura, porque falta espaço individual.

Depender da presença constante de alguém por medo da solidão, não me parece ser saudável nem justo. Isso é, para mim, um acto de cobardia. Escolher alguém para partilhar os dias e as noites, implica dedicação e respeito mútuo. Este acto jamais pode ter por base o medo ou insegurança originado pela solidão.

A vida acontece, em cada dia e hora que construímos. Nada é eterno, nem a própria solidão!

Curtesia da minha amiga (Judite)

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